OS BICHOS QUE QUEREM DERRUBAR ABRAHAM WEINTRAUB


Por Silvio Grimaldo

Uma análise sobre os grupos políticos que lutam pela queda do Ministro da Educação — e o papel dos conservadores nessa luta selvagem

“Três espécies políticas principais querem hoje derrubar o Ministro da Educação.

1 – Hienas esquerdistas. A mais óbvia. Sistematicamente contrária a tudo que o governo Bolsonaro propõe, essa corrente não tem força suficiente para retirar Abraham Weintraub do Ministério, mas consegue engrossar o coro das outras duas. Além disso, as hienas do PT dominam os sindicatos, que por sua vez dominam a militância nas escolas e universidades. Mostram as mandíbulas e fazem um barulho danado.

2 – Capivaras liberais. Optei por denominar assim um grupo de liberais, militares tecnocráticos e gente do ‘mercado de educação’, com ligações dentro do próprio governo, que sonha com a possibilidade repetir na educação básica o que Lula fez no ensino superior: a expansão das redes particulares por meio de dinheiro público, como o FIES e o PROUNI. Apesar das razões declaradas, esses programas tinham pouco a ver com educação e mais com transferência de renda dos cofres públicos para as mãos de alguns empresários do setor universitário. Alguns liberais sonham com vouchers, charters schools e outras soluções mágicas tiradas da cartola de Milton Friedman. Embora as capivaras liberais não tenham militância e não consigam mobilizar a população, elas são bem articuladas e influentes dentro de setores do governo, e recebem as bênçãos de praticamente toda a isentosfera e da novíssima esquerda. O mote dessa turma é: ‘Vamos parar com ideologia e ganhar algum dinheiro, pô’. Para eles, é preciso acabar com ‘esse negócio de ideologia’ e abraçar a ideologia do negócio. Ou ainda: Menos Olavo, mais Friedman. Essa turma detesta a primeira, mas está disposta a ‘sentar para dialogar’. Eles acreditam em ‘articulação’, deu pra entender?

3 – Tubarões globalistas. Essa terceira corrente é a mais perigosa, pois está estruturada desde a gestão de Paulo Renato e foi muito influente na construção de todo o sistema educacional brasileiro na Nova República. É o grupo das fundações e institutos, tendo a Fundação Lemann como o nome mais destacado. A pauta é simples: implementar as diretrizes educacionais do Banco Mundial por meio de uma rede de consultores, gestores, ongueiros, empresários e políticos. Esse é o grupo mais perigoso para o ministro, o mais forte, o mais integrado e com um projeto de longo prazo. Eles não são propriamente a esquerda — embora muita gente de esquerda faça parte das fundações —, mas também não são a direita, pois carregam várias pautas morais e culturais contrárias à agenda conservadora. Além do evidente poder financeiro, e talvez por causa dele, essa corrente ainda tem uma vantagem essencial sobre as outras: os tubarões fazem tanto as hienas esquerdistas quanto as capivaras liberais trabalharem para a agenda globalista.

Para se ter uma ideia do que estou dizendo, a Fundação Lemann (não apenas ela, mas também o Instituto Natura, Instituto Unibanco, Fundação Itaú Social, etc), mantém a JEDUCA, uma associação de jornalistas de educação. Entre os diretores desse coletivo de jornalistas estão Paulo Saldaña, da Falha de S. Paulo, e Renata Cafardo, do Estadinho, dois dos mais virulentos críticos do ministro. Praticamente tudo o que a imprensa publica sobre o MEC é pautado por essa associação e orientado pelos interesses dessas fundações.”

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